QUEM SOMOS?
Nos levantamos em meio a um cenário onde o evangelho, em muitas vezes, é implodido por maus testemunhos, palavras vazias e promessas de prosperidade superficial. O que antes era uma mensagem transformadora e cheia de vida, muitas vezes se vê distorcida por discursos centrados no ego e no individualismo. Com pesar, assistimos ao enfraquecimento da verdade plena, onde o foco na notoriedade e na influência levou alguns a deixarem de lado a essência da fé, substituindo-a por uma versão diluída, feita para agradar, mas não para transformar.
Nosso propósito é retornar ao fundamento, reviver o evangelho em sua simplicidade e integridade, e transmitir a mensagem que transforma vidas de dentro para fora. É um chamado a resgatar a verdade completa, sem concessões ou distorções.
Acreditamos que seguir o evangelho não é simples, mas compartilhá-lo é! Essa mensagem de vida se apoia em três pilares fundamentais: a Cruz, o Fogo e a Coroa. Cada um deles traz à luz um aspecto essencial para entender e viver o verdadeiro propósito de Deus.
Vamos entendê-los:
A Cruz
Tudo começou ali! Para um grande grupo de pessoas a cruz pode representar de forma errada o fim de uma batalha travada, com o resultado sendo dado em derrota na morte de Jesus. Nós entendemos que na cruz TUDO SE INICIOU: Uma nova aliança. Uma nova vida. Um novo propósito.
Nós, os não judeus (chamados de gentios) recebemos por direito algo que foi prometido a Abraão em Gênesis 12.3. Desde então a verdadeira aliança de Deus com seu povo, já havia sido traçada, mas o plano de Deus era muito maior que apenas salvar ao povo hebreu. Paulo vai dizer em Gálatas 3.6-9: “Considerai, pois, o exemplo de Abraão: “Ele creu em Deus, e isso lhe foi creditado como justiça”. Estejais certos, portanto, de que os que são da fé, precisamente estes, é que são filhos de Abraão! E a Escritura, prevendo que Deus iria justificar os não-judeus pela fé, anunciou com antecedência as boas novas a Abraão: “Por teu intermédio, todas as nações serão abençoadas”. Desse modo, os que são da fé são abençoados juntamente com Abraão, homem que realmente creu.”.
Através dessa mensagem, podemos entender que a promessa da salvação, que não merecemos, veio até nós na figura de um homem descendente de Abraão e seu sacrifício inigualável em uma cruz trouxe o perdão e a graça para os pecadores. Graças a Ele, que foi prometido a nós desde o começo e que de fato estava no começo recebemos uma nova vida.
E como adição à nova vida que recebemos, também nos foi concedida uma missão impar: espalhar a todos a mesma mensagem que nos alcançou - A fé, a esperança e o amor, sendo o maior deles, o amor. Esse propósito de vida está em levar as boas novas do evangelho e alcançar os corações dos perdidos e mostra-lhes que existe uma luz muito mais poderosa do que qualquer escuridão.
O Fogo
No período da antiguidade, os anciãos e sábios de muitos povos acreditavam que o fogo desempenhava, entre seus vários propósitos, papel ímpar na PURIFICAÇÃO. João Batista deu a nós a revelação em poucas palavras do que viria após o ministério de Jesus, quando falou em Mateus 3.11-12: “Eu, em verdade, vos batizo com água, para arrependimento; mas depois de mim vem alguém mais poderoso do que eu, tanto que não sou digno nem de levar as suas sandálias. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. Ele traz a pá em sua mão e separará o trigo da palha. Recolherá no celeiro o seu trigo e queimará a palha no fogo que jamais se apaga”.
Após processo de purificação pelo fogo, este mesmo torna-se voraz e ávido por mais pessoas para purificar. E aos que passaram pelo processo, Ele os encoraja e os dá forças e estratégias para trazer novas vidas para serem tocadas pelo fogo. O Espírito Santo conduziu 120 pessoas para uma casa, a se reunirem após a partida de Jesus. E nessa reunião, todos foram batizados e purificados, ensinados a falar em novas línguas, tanto do céu, quanto da terra. Encorajados a levar a mensagem do evangelho e com seus corações aquecidos, trazer mais vidas até esse fogo.
Não conhecemos a capacidade do poder do Espírito Santo, já que Ele, assim como Jesus, também é Deus. Suas ações não estão limitadas apenas às línguas estranhas, mas sabemos que um passo muito importante e inicial na vida de intimidade com Deus e na jornada levando a mensagem do evangelho. Uma das atuações mais memoráveis que conhecemos, nos foi revelada em Atos 6 e 7, onde Estevão, diante de sua morte, olhou para os céus e viu Jesus como um cordeiro assentado no trono. Assim como foi para ele, também nós podemos ver Jesus se estivermos íntimos do Espírito Santo, pois esse é um passo natural na relação de intimidade com Ele, como podemos ler em João 14.26: “Mas o Advogado, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu Nome, esse vos ensinará todas as verdades e vos fará lembrar tudo o que Eu vos disse.”.
A Coroa
Por fim, a bíblia também nos apresenta uma coroa, e com certeza não podíamos deixar esse pilar de lado. Muitos quando leem sobre coroas na bíblia, buscam trazer essa revelação para si, como uma espécie de recompensa pelo que fez. Na verdade, a maior referência de coroa na bíblia fala sobre o único Rei que é digno de receber recompensa, adoração, honra, glória e louvores. O Rei que por direito, governará tudo que existe nos céus, na terra e debaixo dela. João, o discípulo amado, escreveu em Apocalipse 4.9-11: “Toda vez que os seres viventes exclamam glória, honra e graças Àquele que está assentado no trono e “que vive para todo sempre, os vinte e quatro anciãos se prostram diante daquele que está assentado no trono e adoram Aquele que vive para todo o sempre. Eles lançam suas coroas diante do trono e declaram: “Nosso Senhor e nosso Deus, tu és digno de receber a glória, a honra e o poder, porquanto tu és o Criador de tudo e, por tua soberana vontade, tudo o que há, foi criado e veio a existir”.
Aos que rendem suas coroas, podemos tentar imaginar o significado disso lembrando das tradições antigas da era medieval. Nos tempos dos cavaleiros, estes bravos guerreiros, apresentavam suas espadas diante de seu rei, jurando lutar por ele até a morte e o protegê-lo com a vida. Porém, para os anciãos que estão ao redor do trono do verdadeiro Rei, render as coroas não é apenas um sinal de que lutarão por Ele, na verdade, é o que podem fazer para demonstrá-lo que tudo o que eles têm será jogado diante dos pés do Senhor. Mostrando que tudo, inclusive seus corações, estão rendidos e entregues diante do Deus Vivo, Yahweh.
Acreditamos que é importante entender o evangelho para poder divulgá-lo. E por isso, além de explicarmos os pilares do nosso movimento, queremos mostrar o que cada um significa no processo da jornada com Deus.
Cruz = Arrependimento
Fogo = Purificação e Transformação
Coroa = Submissão e Adoração
A partir desse momento, podemos olhar de uma forma mais simples a mensagem do evangelho e nosso trabalho, é espalhar as boas novas de maneira simples, mostrando que Jesus ressuscitou, vencendo a morte e o inferno, se sacrificando como única oferta agradável a Deus. E podemos espalhar essa mensagem de maneira simplificada.
Além de explicar nossa visão, é importante fazer entender o motivo de nos chamarmos Movimento Caminho. Este nome não foi escolhido apenas para ser chamativo, a verdade é que assim como desejamos simplificar o evangelho, também temos no coração o objetivo de levar a igreja ao primeiro amor como está escrito em Apocalipse 2.4-5: “Entretanto, tenho contra ti o fato de que abandonaste o teu primeiro amor. Recorda-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras. Porquanto, se não te arrependeres, em breve virei contra ti e tirarei o teu candelabro do seu lugar”.
Esta não é a primeira vez que esse nome foi usado, na verdade, muitos usaram esse nome para se referir aos primeiros seguidores de Jesus. (Você encontrara essas citações aqui: Atos 9.1-2; 19.9; 19.23; 22.4; 24.14; 24.22.) Nosso desejo é encontrar aqueles que estão perdidos e somar com outros grupos e movimentos consolidados colaborando para estabelecer acima de tudo UM SÓ CORPO E UM SÓ CORAÇÃO conectados com Jesus.



